O nosso último dia. Aquele em que a saudade chega sem ser chamada e resiste com todas as forças a sair de perto. Mas nós nos mantivemos firmes também. Firmes pra driblar os empecilhos do caminho e fazer dos nossos momentos os melhores que eles poderiam ser. Nem o cansaço e o sono conseguiram nos abater, e eles tentaram bastante também. Mas erguemos a cabeça e fomos à luta. Fazer café-da-manhã, pegar mangueira, levar e trazer baldes de água, fazer as unhas, massagear os pés, limpeza de pele. Enfim, tudo isso foram momentos que, mesmo que não tenham sido os mais desejados, marcaram. Nossa tarde e nossa noite certamente vão ficar na memória como umas das melhores que nós já passamos. Conseguimos acertar no filme - você é o meu foco! - e acertamos em cheio também no jantar. Nossa madrugada também foi linda, fizemos o que podíamos pra saciar o desejo, mas cada vez eu quero mais - mais e mais. Recebi uma mensagem no meu celular assim que acabei de estacionar o carro. Você deve ter acabado de decolar, isto é, já deve ter chegado ('porque não dura muito tempo, é num instante, não dá nem pra comer o lanchinho' - com aquela voz fininha enjoada que eu adoro quando você faz). Enfim, neném, tudo isso só faz transparecer cada vez mais o quanto nós estamos conectados. Em meio a planos e execuções, estamos num só pensamento, num só desejo, e logo, logo seremos um só corpo. Você voltou, e deixou comigo uma barra de chocolate, uma torta de morango com cereja, uma pulseira de arraiá, uma cueca, sacola da Cacau Show, uma revista da Gisele Bündchen à mostra, uma bússola, um par de óculos quebrados, 232.5 km rodados no nosso possante, a cama desarrumada, um quarto vazio e um coração cheio de saudade. Se prepara, amor, já, já eu chego. Feliz vinte e dois, minha paixão.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário